‘Inspiring Girls’ chega a Madrid a mão de Miriam Clegg

A iniciativa, que luta contra os estereótipos que lastran a auto-estima de meninas

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Atualizado 01/12/2016 22:29

O projeto Inspiring Girls se manifesta, com o início do mês, em um speed networking , em que participam 12 mulheres referentes e 50 meninas do Colégio San Sebastián. Qual o propósito? Fazer frente aos estereótipos que recaem sobre a auto-estima das meninas, mostrando a grande quantidade de oportunidades, profissões e modelos de vida que estão à sua disposição. Porque o patriarcado e a lacuna de gênero não podem recair sobre a fixação e o esforço de meninas que querem alcançar metas altas na vida.

Miriam González Durántez, mulher de Nick Clegg – exviceprimer-ministro britânico- , é a promotora deste projecto. A iniciativa conta com mulheres de todos os sectores e profissões que voltam à escola (uma hora por ano) para compartilhar com as alunas suas experiências profissionais e pessoais. Qual a finalidade? Servir como modelo para as meninas que ainda não têm plena consciência da situação atual do papel da mulher na sociedade.

Nosso país é um dos primeiros a lançar esta iniciativa global que também estará na Sérvia, Itália e Zâmbia nos próximos meses. E é que, Marta Pérez Dorao, presidente Inspiring Girls Portugal, não tenho dúvida em a grande transcendência que vai levar este projecto: “Estou convencida de que Inspiring Girls Portugal é um sucesso. As mulheres e as meninas ainda têm que enfrentar muitas barreiras em nossa sociedade e é dever das mulheres – e homens também – de nossa geração, tentar eliminá-las de uma vez por todas“.

Projeto Inspiring Girls.

Trata-Se, desta forma, uma das iniciativas que defende a igualdade de gênero em uma sociedade quebrada pelo patriarcado, pois sabemos que no Brasil apenas 8% das empresas do IBEX a presidência é ocupada por mulheres, com um 10% de representação em cargos de alta direcção e um de 21%, nos Conselhos de Administração. Nosso país, com 23% de nascido na (jovens que não estudam nem trabalham), também se situa acima da média registrada na OCDE e o resto da Europa.

Não só a nível nacional, se não que, levantando a vista a partir de uma perspectiva global, as mulheres estão infrarepresentadas nas disciplinas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), com apenas 29% de mulheres entre os pesquisadores, de acordo com a UNESCO.

Mas a luta não vai cessar, e projetos como Inspiring Girls, vão representar um avanço na luta contra os estereótipos que regem uma sociedade que ainda está afetada por uma infinidade de desigualdades de gênero. Assim comunica Miriam González Durántez, presidente Inspiring Girls International: “Portugal tem demonstrado uma incrível capacidade de transformação e adaptação aos novos tempos, mas ainda há “tags” que afetam principalmente as mulheres e que reduzem as aspirações das meninas e limitam suas opções profissionais desde a mais tenra idade. Estou convencida de que, se todos, homens e mulheres, somamos nossas forças, conseguiremos construir uma sociedade mais igualitária para as futuras gerações“.

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