"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra" 2 Timóteo 3:16-17

O Preço do Resgate: Por que o Ouro se Entregou pelo Pó?


1. O HORIZONTE E O DILEMA
​Seu filho ou a humanidade? Diante dessa indagação, a lógica humana não hesita: escolheríamos o filho. Como entregar um primogênito, criado com todo o zelo e destinado a reinar ao nosso lado, em favor de uma humanidade que parece não valer o sacrifício? Vivemos em um mundo manchado pela violência e por uma malícia que ignora o próximo. Somos, muitas vezes, o resumo de um mundo sujo.
​O dilema é visceral: o Filho é doce, generoso e puro. Ele é ouro, e nós somos pó. Jamais trocaríamos o nosso sangue por um mundo que nada oferece em troca. Mas, pasmem: Aquele que é o Alfa e o Ômega fez exatamente essa troca.

​2. A EXPOSIÇÃO VIVA (O NÚCLEO)

​Aquele que criou o universo não precisava de nós, mas amou Suas criaturas a ponto de entregar Jesus Cristo como o pagamento final. No grego do Novo Testamento, a ideia de "tirar" o pecado em João 1:29 (airōn) aponta para alguém que carrega e remove um fardo que não lhe pertencia. O Filho assumiu a nossa "sujeira" para nos dar a Sua "limpidez".
​A intimidade entre o Pai e o Filho era absoluta. No batismo, o Espírito Santo repousou sobre Ele, selando uma missão de cura e libertação. No entanto, o ser humano, em sua cegueira hipócrita, buscou formas de acusar Aquele que veio para salvar. Jesus, conhecendo a nossa queda, ensinou-nos o caminho da oração e do perdão, pois sabia que sem perdoar as ofensas alheias, jamais refletiríamos a imagem do Pai.
​(JOÃO 1:29) - No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
​(MATEUS 6:9-12) - Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome... perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.

​3. ARQUITETURA DA FÉ (CONEXÃO SISTÊMICA)

​O ato de julgar é uma patologia do pecado. Julgaram e crucificaram o Messias. Imagine a dor do Pai ao ver Sua criatura matando o Seu Único. Uma reação humana seria a ira consumidora, mas Deus não é homem. Como afirma a Confissão de Fé de Londres de 1689, Deus, em Sua infinita graça, ordenou o sacrifício do Filho para a satisfação da Sua justiça. Como disse Santo Agostinho: "Deus teve um único Filho sem pecado, mas nenhum Filho sem sofrimento". Ele escolheu a nossa salvação em vez da nossa aniquilação.
​(JOÃO 3:16-17) - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

​4. A RESPOSTA DO ESPÍRITO (CONCLUSÃO)

​Com o livre-arbítrio que nos foi concedido, a escolha torna-se individual. A luz veio ao mundo, mas muitos ainda preferem as trevas porque suas obras são más. No entanto, quem pratica a verdade vem para a luz. O sacrifício foi feito na estação da história para que o seu trem não descarrilasse para a eternidade. Martelo no prego: Deus entregou o que tinha de mais precioso por quem nada tinha a oferecer. A pergunta agora não é o que Deus fez, mas o que você fará com esse sacrifício. A escolha é sua!
Autor: Macelo Carvalho Nascimento

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